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Índice de confiança do empresário do comércio cai 4,4% no mês de junho e registra o menor patamar do ano



Segundo a FecomercioSP, o indicador recuou pelo terceiro mês consecutivo passando de 114,4 pontos em maio para 109,3 pontos.

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) no município de São Paulo registrou queda de 4,4% no mês de junho, a terceira consecutiva, passando de 114,4 pontos em maio para 109,3 pontos, o menor patamar apontado no ano. Na comparação com o mês de junho do ano passado, houve crescimento de 4,9%.

Apurado mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), o ICEC varia de zero (pessimismo total) a 200 pontos (otimismo total).

Na análise por porte, tanto as pequenas empresas quantos as grandes apresentaram retração no índice em junho. O ICEC das empresas com até 50 empregados caiu 4,3%, ao passar de 113,9 pontos em maio para 108,9 pontos em junho. Para as empresas com mais de 50 empregados, a confiança cedeu 6,7%, passando de 136,2 para os 127,1 pontos atuais.

Indicadores
Os três quesitos que compõem o indicador apresentaram queda na passagem de maio para junho. O Índice das Condições Econômicas Atuais (ICAEC) registrou a maior retração (-6,1%), passando de 90,9 para 85,3 pontos. No comparativo anual, cresceu 11,1%.

O Índice de Expectativas do Empresário do Comércio (IEEC) atingiu 148,9 pontos em junho ante os 156,1 pontos do mês de maio, queda de 4,6%. No entanto, na comparação anual, houve leve crescimento (0,7%). E o Índice de Investimento do Empresário do Comércio (IIEC) passou de 96,1 pontos em maio para os atuais 93,7 pontos, redução de 2,4%. No entanto, no contraponto anual, o indicador teve alta de 6,7%.

De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, essa evolução desfavorável do indicador está diretamente ligada ao momento atual de instabilidade econômica no qual o País está. A fraca geração de empregos, as incertezas políticas, a recente greve dos caminhoneiros que acarretou (e ainda deve acarretar) pressões de preços sobre determinados bens, e a possibilidade de aumento de impostos pioram a apreensão dos empresários e consumidores. Pelo lado dos investimentos, a letargia está associada à incerteza eleitoral.

Ainda segundo a Entidade, tudo leva a crer que essa instabilidade atual deve continuar pelo menos até uma definição eleitoral em outubro. Diante disso, a FecomercioSP recomenda cautela nas avaliações e decisões, evitando o endividamento e os altos estoques.

Nota metodológica
O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) contempla as percepções do setor em relação ao seu segmento, à sua empresa e à economia do País. São entrevistas feitas em painel fixo de empresas, com amostragem segmentada por setor (não duráveis, semiduráveis e duráveis) e por porte de empresa (até 50 empregados e mais de 50 empregados). As questões agrupadas formam o ICEC, que por sua vez pode ser decomposto em outros subíndices que avaliam as perspectivas futuras, a avaliação presente e as estratégias dos empresários mediante o cenário econômico. A pesquisa é referente ao município de São Paulo, mas sua base amostral reflete o cenário da região metropolitana.

Fonte: Fecomercio


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