A Menopausa chegou, e agora, tem remédio?



Gustavo Alves fala nessa crônica sobre a  menopausa que é o nome dado à última menstruação, que geralmente acontece entre 45 e 55 anos, marcando o fim da fase reprodutiva da vida da mulher.

 

A chegada da Menopausa marca um momento importante na vida das mulheres e porque não dizer, na vida dos homens também. Em homens chamamos de andropausa, com queda dos níveis de testosterona. Mas vamos nos concentrar neste texto na menopausa feminina. Ela começa por volta dos 50 anos de idade, sendo caracterizada pela ausência definitiva da menstruação, provocando mudanças fisiológicas importantes no corpo das mulheres.

Toda mulher, regularmente, deve se consultar com um ginecologista, e por volta dos 50 anos esta visita ao médico é mais importante ainda!

No decorrer dos anos, a mulher tem um processo de perda folicular. Na gestação são formados de 6 a 8 milhões de folículos, na puberdade serão apenas 300 mil e durante a vida reprodutiva 400 a 500. No período da menopausa serão poucos. A perda folicular ocorre devido ao aumento de FSH e redução dos níveis de Inibina.

No climatério, os hormônios do ciclo menstrual, estrogênio e progesterona, não são mais produzidos pelos ovários.

Os sintomas mais comuns da menopausa feminina são:

  • Frequentes ondas de calor (fogachos)
  • Fadiga
  • Dores de cabeça
  • Sudorese noturna
  • Alterações do sono
  • Ressecamento vaginal
  • Redução da libido
  • Alterações do comportamento: sintomas depressivos (irritabilidade, tristeza, choro com facilidade, falta de interesse de fazer coisas que sempre gostou).

A menopausa tem tratamento, podendo ser comportamental ou com uso de medicamentos.

Alterações no estilo de vida, alimentação saudável, prática de atividades físicas, cessação do fumo e redução ou suspensão do hábito de ingerir bebidas alcoólicas são atitudes fundamentais.

Os medicamentos também trazem benefícios importantes, como o uso de um creme vaginal com ação lubrificante para redução do ressecamento e a terapia de reposição hormonal. Há situações onde é necessário o uso de antidepressivos (sob restrita avaliação médica).

A terapia de reposição hormonal baseia-se no uso de hormônios, justamente aqueles não mais produzidos pelos ovários: a progesterona e o estrogênio.

Existem condições a serem avaliadas pelo ginecologista quanto à prescrição destes hormônios, por exemplo, em pacientes que fizeram histerectomia, a reposição hormonal pode ser feita apenas com estrogênios.

Muito importante lembrar quanto aos resultados excelentes do uso de fitoterápicos, capazes de inibir a proliferação de células responsáveis pelo câncer de mama, além de atuarem na prevenção de cardiopatias e aumentar o conteúdo de minerais dos ossos, prevenindo contra a osteoporose.

Algumas reações adversas podem ser observadas no uso de repositores hormonais: dores de cabeça, sangramento vaginal, dores na mama e inchaços.

 


 

 

Gustavo Alves Andrade dos Santos

Farmacêutico, Doutor em Biotecnologia
Coordenador do grupo de Cuidado farmacêutico ao Idoso do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo.

Twitter: @gustavofarmacia
Instagram: @gusfarma
Email: gusfarma@hotmail.com

 

Fonte: SincoFarma

Publicado em 3 de agosto de 2021


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