Balança Magistral – Inspeções nas Farmácias



E quinta-feira é dia de Balança com Priscila Espósito, hoje o tema é sobre as inspeções sanitárias nas farmácias.

 

Olá colegas magistrais!

Nessa edição de nossa Balança Magistral iremos conversar um pouco sobre inspeções. A farmácia está sujeita a inspeções sanitárias realizadas pelos órgãos de fiscalização a fim de verificar o cumprimento aos requisitos das Boas Práticas de Manipulação em Farmácias, segundo a Resolução RDC 67 de 2007. Essa inspeção deve ter como base as disposições da referida norma e do Anexo VII – Roteiro de Inspeção, e deve ser realizada por equipe com no mínimo um profissional farmacêutico.

Para que exista uma uniformidade e parâmetros para as devidas correções, quando necessário, é adotado um sistema de classificação quanto aos requisitos apresentados na resolução, para medir os potenciais riscos inerente a cada item:

  • IMPRESCINDÍVEL (I) aquele que pode influir em grau crítico na qualidade, segurança e eficácia das preparações magistrais ou oficinais e na segurança dos trabalhadores em sua interação com os produtos e processos durante a manipulação.

 

  • NECESSÁRIO (N) aquele que pode influir em grau menos crítico na qualidade, segurança e eficácia das preparações magistrais ou oficinais e na segurança dos trabalhadores em sua interação com os produtos e processos durante a manipulação.

 

  • RECOMENDÁVEL (R) aquele item que pode influir em grau não crítico na qualidade, segurança e eficácia das preparações magistrais ou oficinais e na segurança dos trabalhadores em sua interação com os produtos e processos durante a manipulação.

 

  • INFORMATIVO (INF) aquele que oferece subsídios para melhor interpretação dos demais itens.

De acordo com a RDC 67/07 o item (N) não cumprido após a primeira inspeção passa a ser tratado automaticamente como (I) na inspeção subsequente; o item (R) não cumprido após a primeira inspeção passa a ser tratado automaticamente como (N) na inspeção subsequente, mas nunca passa a (I).

Além da inspeção pelos órgãos competentes, a farmácia deve realizar uma auto inspeção, como previsto na RDC 67/07:

  • A auto inspeção é um recurso apropriado para a constatação e avaliação do cumprimento das BPMF, realizada pela farmácia. Devem ser realizadas, no mínimo uma vez ao ano e suas conclusões devidamente documentadas e arquivadas. Com base nas conclusões das auto inspeções devem ser estabelecidas as ações corretivas necessárias para assegurar o cumprimento das BPMF.

É nesse ponto que gostaríamos de investir um pouco mais de nossa avaliação.

É bem comum verificarmos as farmácias preencherem o roteiro de inspeção, o anexo VII da RDC 67/07 e considerar a auto inspeção realizada, porém a norma deixa claro que a farmácia deve avaliar o seu Sistema de Garantia da Qualidade, suas Boas Práticas de Manipulação, baseada nos itens da resolução, apresentando uma conclusão à respeito dessa avaliação no cumprimento dos itens, e apresentar soluções para os pontos que necessitem ser corrigidos, e também pontos de melhoria nos processos que atendam os itens da norma.

Para tal conclusão devemos recorrer às técnicas de gestão da qualidade na investigação das possíveis causas da não-conformidade verificada, implementação da ação corretiva e verificação de sua eficácia. E tudo isso deve ser registrado e arquivado, cada etapa, podendo ser solicitado pela autoridade sanitária para verificação.

Não há problemas em se basear no roteiro de inspeção da resolução, porém a auto inspeção deve apresentar uma conclusão, apresentar as medidas tomadas para a solução dos possíveis problemas encontrados, e essas ações devem ser registradas de modo claro e objetivo, evidenciando o que levou ao problema e como esse foi resolvido de forma eficaz.

O que considero muito útil no processo de auto inspeção é que nesse momento temos a oportunidade de olharmos para nosso processo de forma crítica e ampla, não se detendo somente aos itens apresentados, mas aproveitarmos o momento de autoanálise e pensarmos em melhoria contínua, em revisão de processo para uma maior produtividade, etc.

A auto inspeção é uma ferramenta que deve ser vista não como algo burocrático, somente um item a ser cumprido, um relatório a ser preenchido, arquivado e nunca mais visto, ela é uma oportunidade de olhar para nossa empresa, de dar um passo atrás e ampliar o campo de visão, sair da caixinha e enxergar pontos passíveis de melhoria e que no redemoinho de atividades do cotidiano não temos tempo para ver.

Até nossa próxima pesagem!


 

Pharma Espózito – Consultoria Farmacêutica

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Fonte: Comunicação Sincofarma/SP


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