Cuidados farmacêuticos na dispensação de dermocosméticos



O segmento de cosmetologia é um dos que mais atrai o interesse dos profissionais farmacêuticos, principalmente por oferecer as maiores remunerações.

 

Além disso, a área disponibiliza diferentes oportunidades, já que o profissional especializado tem espaço para atuar nos níveis operacional, tático ou estratégico.

Não bastando, há ainda a indústria de dermocosméticos e cosméticos, que abre espaço para a atuação em setores como o de controle de produção, de qualidade, de processo, de pesquisa e de desenvolvimento.

Além disso, segundo o instituto de pesquisa de mercado Euromonitor International, Brasil ocupa a quarta posição no mercado de beleza e cuidados pessoais, que inclui cosméticos, dermocosméticos, produtos de higiene e perfumes.

O setor movimenta US$ 30 bilhões (R$ 155,7 bilhões) por ano no País. Na nossa frente estão Estados Unidos (89,5 milhões / R$ 464,5 bilhões), China (US$ 62 bilhões / R$ 321,8 bilhões) e Japão (US$ 37,5 bilhões / R$ 194,6 bilhões). Em fragrâncias, os brasileiros estão em segundo lugar, atrás apenas dos norte-americanos.

O farmacêutico devidamente habilitado tem autonomia e amparo legal para prescrever e dispensar cosméticos ou dermocosméticos. No entanto, para isso, é importante o profissional ter amplo conhecimento desse campo e investir forte em sua qualificação.

Em entrevista exclusiva à equipe de Jornalismo do ICTQ – Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico, o farmacêutico e professor da pós-graduação de Farmácia Estética Clínica e Prescrição Farmacêutica da entidade, Rafael Poloni,  explica como se dá a dispensação desses produtos e quais os cuidados que o profissional deve ter ao prestar a assistência ao paciente.

 

Cuidados na dispensação de dermocosméticos

Na dispensação, Poloni lembra o quão é importante o profissional estar habilitado e atualizado no campo de cosmetologia, tendo todo o conhecimento sobre a pele, pois esse importante órgão recobre cerca de 7500 cm² do corpo de um indivíduo adulto. Logo, necessita de atenção especial e muitos cuidados.

“A pele é nosso maior órgão e carece de cuidados, principalmente de proteção. O farmacêutico deve estar sempre atualizado para orientar adequadamente os usuários de dermocosméticos, que possuem o intuito de cuidar da pele”, comenta ele.

Poloni ressalta também o papel do farmacêutico em prezar pela dispensação de produtos devidamente registrados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e conhecer sobre as substâncias contidas neles. Com isso, o profissional poderá dar a devida orientação de uso dos produtos ao paciente.

“É importante verificar os produtos junto à Agência, se atentando às substâncias contidas no dermocosmético em relação a possíveis alergias no usuário, e orientá-lo em relação a casos de hipersensibilidade. Além disso, o farmacêutico deve orientá-lo em relação ao modo de usar e os cuidados com seu armazenamento”.

Cosmetologia: cosméticos x dermocosméticos

Em aula da pós-graduação de Prescrição de Cosméticos e Dermocosméticos do ICTQ, o professor, Alipio Carmo, explica que a Cosmetologia nada mais é que a ciência e arte envolvidas na manutenção e nas melhorias das características celulares da pele. Dentro desse campo há os cosméticos e os dermocosméticos.

Com base na definição da Resolução 7/15, da Anvisa, ele esclarece que os cosméticos são produtos feitos com substâncias naturais sintéticas ou misturadas, que são utilizadas em diversas partes do corpo, com o objetivo de limpar, perfumar, alterar sua aparência, corrigir odores corporais e mantê-las em bom estado.

Enquanto isso, segundo Carmo, os dermocosméticos são um grupo dentro dos cosméticos de uso pessoal que atua beneficamente sobre o organismo, causando modificações positivas e duráveis na saúde da pele, mucosas e couro cabeludo.

Assim como Poloni, Carmo destaca que, para prestar uma assistência correta ao paciente, o farmacêutico deve compreender desde os estudos da pele em si, dos tipos de pele e, também, dos produtos e suas especificidades, pois cada um tem particularidades que atuam de formas distintas para cada tipo de pele e traz resultados diferentes.

Além do conhecimento técnico, Carmo lembra que o farmacêutico deve questionar o paciente sobre qual o objetivo que ele pretende alcançar com o uso do produto. Dessa forma, o profissional dará a correta orientação e, assim, evitará que o uso de um produto de forma inadequada traga consequências negativas ao paciente.

“A área de estética, de cuidados pessoais, vem crescendo gradativamente. Precisamos melhorar a atenção farmacêutica com esses produtos e oferecer um controle maior, porque nós temos muitos itens no mercado, mas, muitas vezes, podem levar a lesões e danos irreparáveis”, finaliza Carmo.


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Fonte: ICTQ

Publicado em 9 de setembro de 2021


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