Dia mundial do que tanto precisamos – da Saúde!



Dia 7 de abril é também marcado para lembrar das nossas atitudes: cuidar da nossa saúde é cuidar também da saúde de muitas pessoas ao nosso redor. 

 

Há mais de 1 ano que o mundo clama por saúde. Deixamos de ultrapassar momentos de adaptação para ser uma superação. Superar a agonia, a ansiedade, as incertezas e indecisões deste tempo tão difícil. Parece luxo falarmos em qualidade de vida na atual conjuntura. O que importa é preservamos pela nossa saúde.

Parece tudo tão complicado, que, para muitos, parece ser impossível acreditar em saúde por completo.  Porque, hoje em dia, para se estar bem, é necessário reunir o que compreende saúde: física, emocional e financeira. E muitas vezes, a ordem não altera os fatos.

Anualmente, o Dia Mundial da Saúde é destinado a discutir um tema específico que representa uma prioridade na agenda internacional da Organização Mundial da Saúde – OMS. Certamente não terá outro objeto de discussão que não seja a pandemia provocada pela Covid-19.

Hoje qualquer sintoma que nos afeta, já é de imediato remetido com a preocupação em se testar positivo ao coronavírus. Os indícios mais comuns, como uma tosse, cansaço ou espirro, pode ser motivo em deixar uma pessoa preocupada.

 

O QUE É SAÚDE DE FATO? 

Segundo o autor de “O que é Saúde”, Naomar de Almeida Filho, durante muito tempo, a saúde foi entendida simplesmente como o estado de ausência de doença. Atualmente, saúde engloba um estado muito mais completo e complexo de bem-estar físico, mental e socioeconômico, diz dra.Letícia Mazzali Rassam, da Mazzali e Rassam Serviços Médicos, que completa saúde ainda com o “estado espiritual”.
A atual circunstância que o mundo vive está cada vez mais mostrando que, o conceito de saúde não é algo tão trivial. Poderá se manifestar com grandes lacunas para novos entendimentos epidemiológico no campo da saúde coletiva. A ciência tenta descobrir que qualidade de vida vai além da doença, do medo da morte, sofrimento, cuidado e iniquidades.

 

SAÚDE FÍSICA

Carlos Onias, fisioterapeuta e personal do Studio Onias, afirma que “mais do que nunca: a SAÚDE é o nosso bem maior!”. O professor lembra que “Saúde é um estado de completo bem-estar físico, social e mental, e não apenas a ausência de doença ou enfermidade”.

Para o fisioterapeuta, as principais dores resultantes do momento pandêmico são dores na coluna, dores de cabeça, dores nas pernas por conta do sedentarismo, porque os nervos são atrofiados.  “Ao se manter ativo, melhora capacidade cognitiva, força, previne lesões, melhora dores, melhora sistema imune” ressalta o personal Carlos Onias.

A saúde física engloba a condição geral do corpo em relação ao físico da pessoa.  A pessoa saudável é aquela cujo metabolismo se encontra em bom funcionamento. Para se ter um cuidado com a saúde física é necessário:

  1. Manter um peso saudável;
  2. Praticar exercícios físicos regularmente;
  3. Se preocupar em dormir bem com boas noites de sono;
  4. Tentar reduzir o nível de preocupações, sem stress;
  5. Ter uma alimentação saudável;
  6. Não exagerar na bebida alcoólica;
  7. Procurar acompanhamento médico, mesmo que telemedicina;
  8. Procurar sempre orientações do seu farmacêutico para os medicamentos.

Muitos são os fatores que influenciam a saúde de uma pessoa. Poderá passar desde a influência da sua infância, a cultura, genética e até mesmo status social. O nosso corpo precisa de sol, água, alimentos, exercícios físicos, repouso e higiene. E a saúde física irá adoecer se algumas dessas necessidades será ignorada. Dará então, espaço para as dores, completa Onias.

 

ALIMENTOS INDICADOS

Para a nutrológa Dra. Letícia, os alimentos mais indicados para se consumir e manter uma saúde equilibrada, principalmente na pandemia,  são “comidas de verdade” como verduras, legumes, frutas, proteínas e gorduras de boa qualidade, e pede para evitar os carboidratos refinados, embutidos, industrializados, aconselha a médica.

Existem ainda os alimentos que contribuem para o bem estar e controle da ansiedade, “principalmente aqueles ricos em triptofano, precursor de serotonina, como cacau, banana, castanhas, maçã” recomenda a doutora especializada em medicina e saúde – Unique em Jundiaí.

 

SAÚDE MENTAL

Gustavo Zancheta, psicólogo clínico fala sobre a saúde mental “temos que necessariamente falar também dos aspectos psicológicos que afetam e são afetados por este conceito, em especial no momento histórico em que vivemos atualmente. A pandemia trouxe consigo a imposição do distanciamento social, tão necessário neste momento, e também o contato com a angústia de nos percebermos diante de uma doença tão sorrateira quanto perigosa”, chama a atenção às fases necessárias para evitar a contaminação do Covid-19.
Segundo o profissional, “normalmente o ser humano encara o desconhecido com apreensão e desconfiança. Porém, a pandemia desafiou as defesas psicológicas humanas ao apresentar de maneira abrupta sofrimento e possibilidade de morte a toda humanidade” ainda analisa que “A partir de então, quadros psicológicos específicos têm sido cada vez mais percebidos, como ansiedade e depressão, por exemplo. O desafio agora é justamente buscar a Saúde Mental/Emocional em um momento em que questões psicológicas tão importantes estão mais evidentes” completa sua relação de saúde mental e psicológica.

 

COMO CUIDAR DA SAÚDE MENTAL

Recorremos ao nosso psicólogo à esta resposta, e iniciou com “o conceito de saúde é muito amplo e é impossível entendê-lo sem levar em consideração outros aspectos da existência humana, como a saúde física, emocional e até mesmo espiritual. Só pode ser considerada saudável aquela pessoa que consegue um equilíbrio em todas essas dimensões, sendo assim um ser humano pleno”
Dito isso, Gustavo Zancheta ainda explica que

“no que se refere a saúde mental, alguns cuidados são fundamentais, como, por exemplo: contato com obras edificantes e leves (filmes, séries e livros), construção de ambiente familiar/profissional acolhedor e motivador, respeito aos limites mentais/emocionais, promoção de um diálogo interno gentil e tolerante, etc”.

Além disso, é preciso frisar a importância da psicoterapia não só para aqueles que estão em sofrimento mental e emocional, mas sim para todos que buscam a saúde, em seu sentido mais amplo, como ideal de vida. É justamente na psicoterapia que questões internas e fundamentais são tratadas, proporcionando assim equilíbrio e bem-estar”, completa Zancheta.

 

EVITAR PARA NÃO PIRAR

Gustavo diz que em tempos de pandemia, os estímulos que levam a “pirar” são inúmeros! Sem dúvida nenhuma, temos que ter atenção com estes gatilhos para que não tenhamos episódios agudos de ansiedade e depressão, entre outros.

Basicamente, temos que evitar contato com notícias catastróficas e que não tenham a intenção de informar. Atualmente somos bombardeados com um fluxo incrível de notícias e se faz necessário conhecer a veracidade destas informações, bem como se a fonte geradora da mesma é confiável.
Além disso, é fundamental evitarmos relacionamentos tóxicos, ambientes profissionais abusivos e rotina demasiadamente monótona e/ou estressante, pois representam terreno fértil para o desequilíbrio emocional e mental

ATITUDES EXPLOSIVAS DE RAIVA

É muito comum percebermos atitudes incompreensíveis de pessoas próximas nunca antes visto. Mas como lidar?  “Infelizmente a pandemia e o isolamento social tem feito com que as pessoas se tornem mais ansiosas e irritadas, mostrando-se muito mais sensíveis a frustrações rotineiras. Sendo seres sociáveis, é até compreensível que, após tanto tempo de quarentena, as pessoas se mostrem afetadas por este contexto atípico que se impôs. A falta de contato físico com entes queridos – toques, abraços, beijos… -, somado à angústia do momento atual, tem de fato resultado em uma verdadeira explosão de casos de ansiedade e comportamentos inadequados, como ataques de fúria, por exemplo.
A fim de se evitar estes desequilíbrios emocionais e mentais, é preciso investir em algumas providências, como contato – mesmo que virtual – com pessoas queridas, promoção de novos hábitos ou hobbies, prática de atividade física, descanso, boa alimentação, psicoterapia, entre outros.
Para quem precisa intervir junto a um amigo, familiar ou companheiro de trabalho que apresenta episódios de ansiedade, depressão ou ataques de raiva, saiba que o melhor caminho é o acolhimento desprovido de crítica ou julgamento. A escuta interessada ajuda muito aquele que passa por sofrimento psíquico” finaliza Gustavo Zancheta.

 

SAÚDE FINANCEIRA

Para finalizar a definição do contexto de saúde, o Sincofarma falou também com o economista Jaime Vasconcellos, da Eagles Consultoria. Mas como o financeiro também pode afetar a saúde da pessoa?

A principal dica  do Jaime é para manter sua saúde financeira sobre controle de informações. Primeiramente o controle de quanto recurso é disponível todos os dias e quanto é o tamanho dos gastos dentro deste período. De forma mais prática, é manter o fluxo financeiro sempre que possível em não se gastar mais do que se ganha, e se for necessário algum tipo de financiamento para compor renda ou realizar um objetivo, fugir das modalidades que trabalham com alto juro, como rotativo do cartão, cheque especial e até mesmo algumas modalidades de empréstimos pessoais.

Outra forma para dar tranquilidade à rotina financeira é ter uma reserva de emergência. Muitos economistas ou consultoras dizem que a reserva de emergência tem de equivaler 6 salários atuais, para caso haja uma perda de renda, haver um tempo para recolocação. Penso que quanto mais pudermos poupar sem que isso afete sua qualidade de vida é melhor. Somente quando se chega um patamar como o descrito acima (ter recursos guardados para 3, 6 ou 9 meses de seu rendimento mensal), se pode pensar em utilizar o excedente da poupança para buscar investimentos” analisa o consultor Vasconcellos.

Podemos ter esperança na recuperação da saúde financeira?

E a resposta do economista que também trabalha para a Fecomercio SP, salienta que, “ainda que estejamos passando pelo pior momento do ambiente social e econômico vivido em nossa geração, não temos saída a não ser possui esperança de que venceremos a pandemia da Covid-19”.

A saúde financeira das pessoas está atrelada à realidade econômica do país e do setor onde cada um atua profissionalmente. Por isso a necessidade de todos acompanharem e avaliarem criticamente o rumo de nossa economia. Somos partícula dela, não apenas observadores.

Quanto mais rápido vacinarmos a população e cumprirmos uma agenda de reequilíbrio das contas públicas brasileiras mais rápido voltaremos a normalidade social e econômica e, com isso, nos preocuparmos “somente” com nossas realidades e responsabilidades, como nossas finanças pessoais, contribui para o momento da saúde, perfaz Jaime Vasconcellos.

 

Por Angélica Saldeira


Participaram nesta matéria:

Carlos Onias – Fisioterapia e Personal

Tel:(11) 98717-3045

contato@studiopilatesonias.com

Dr. Gustavo Zancheta – Psicoterapia presencial e online

Tel: (19) 98227-7969

E-mail: gustavozancheta.psi@gmail.com

Dra. Letícia Mazzali Rassam – Nutrologia e Clínica Médica

Unique Instituto de Cirurgia @uniquecirurgia

Tel: (11) 4586-2755 ou (11) 93220-2177

Jaime Vasconcellos – Economista 

Eagles Consultoria

jvasconcellos@eaglesconsultoria.com

Fonte: Comunicação Sincofarma


Compartilhe


Comentários