Doença de Alzheimer não tem cura, mas tem tratamento.



Gustavo Alves fala nessa crônica sobre o Alzheimer doença neurodegenerativa mais frequente que existe na espécie humana, o problema afeta a memória, o comportamento e outras funções mentais de forma progressiva.

 

Dia 02 de OUTUBRO Gustavo Alves traz o curso de ”ATENDIMENTO FARMACÊUTICO AO IDOSO COM DOENÇA DE ALZHEIMER”

 

O mês de setembro é considerado como marco para a conscientização da Doença de Alzheimer. No dia 21 comemoramos o dia internacional do Alzheimer, sendo assim, este mês e nesta coluna, trarei muitas informações sobre esta doença neurodegenerativa que afeta principalmente os idosos.

Embora identificada em 1906 pelo neuropsiquiatra alemão Alois Alzheimer, a “doença peculiar dos neurônios do córtex central”, como foi inicialmente chamada, continua sendo um grande desafio para a ciência. A Doença de Alzheimer é a demência mais comum dentre todas as demências conhecidas. Trata-se de uma doença neurogenerativa, que causa a morte de neurônios em regiões bastante especificas do cérebro.

Manifesta-se principalmente após os 60 anos de idade, e conforme a idade aumenta as chances de ter a doença também serão maiores. Após os 80 anos a possibilidade de desenvolver doença de Alzheimer chega a 50%.

Estima-se que no Brasil, tenhamos 55 mil novos casos de Alzheimer todos os anos e o total de brasileiros com Alzheimer pode chegar a 2 milhões atualmente. Cerca de 36 milhões de pessoas em todo o mundo têm Alzheimer, mas este número pode ser ainda maior, pois existem muitos casos não confirmados!

O diagnóstico é muito complexo, só deve ser feito por um médico especialista, geralmente o geriatra ou neurologista, e inclui exames de comportamento, sangue e/ou liquor e imagem (ressonância magnética).

Como dissemos, não há cura para a demência de Alzheimer, mas há tratamento, e quanto mais cedo for realizado, melhor!

Importante: quanto mais precoce o diagnóstico, melhores serão os resultados.

Os principais medicamentos usados no tratamento da doença de Alzheimer são os anticolinesterásicos e os inibidores de NMDA, respectivamente a Rivastigmina, Galantamina, Donepezil e a Memantina.

Os critérios para seleção do medicamento a ser utilizado são baseados no estágio da doença, e com o passar do tempo será necessário alterar doses e modificar a droga em uso.

Normalmente se inicia com um dos três anticolinesterásicos, podendo ou não ser associado à Memantina em estágios mais avançados. A Memantina pode ser usada isoladamente também. Quando o paciente apresenta alterações de comportamento importantes, o médico pode adotar o uso de drogas de suporte, como antidepressivos, antipsicóticos, calmantes, dentre outros.

Atenção, nenhum dos medicamentos citados deve ser usado sem que haja indicação e prescrição médica. O acompanhamento do uso destes medicamentos pode ser feito pelo farmacêutico, com ênfase no monitoramento das reações adversas, adesão e outros problemas relacionados a medicamentos.

 

Na dúvida sobre medicamentos, procure sempre um farmacêutico.

 


Dia 02 de OUTUBRO Gustavo Alves traz o curso de ”ATENDIMENTO FARMACÊUTICO AO IDOSO COM DOENÇA DE ALZHEIMER” 

 

Inscreva-se agora 

 


 

 

Gustavo Alves Andrade dos Santos

Farmacêutico, Doutor em Biotecnologia
Coordenador do grupo de Cuidado farmacêutico ao Idoso do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo.

Twitter: @gustavofarmacia
Instagram: @gusfarma
Email: gusfarma@hotmail.com

Fonte: Sincofarma

Fonte: Sincofarma

Publicado em 9 de setembro de 2021


Compartilhe


Comentários