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Estudantes de Campinas criam absorvente biodegradável com gel à base de amido e bucha vegetal




Produto leva ainda óleo de alecrim e ácido cítrico na formulação. Segundo o grupo, ao contrário dos produtos tradicionais com plástico, que podem durar até 100 anos na natureza, o ‘BioAbs’ se decompõe em seis meses.

Quatro estudantes de Campinas (SP) desenvolveram um absorvente feminino 100% biodegradável feito com tecido de algodão, gel à base de amido de milho e bucha vegetal. Segundo o grupo, ao contrário dos produtos convencionais, que possuem 90% de plástico e aditivos químicos que levam até 100 anos para se decompor na natureza, o “BioAbs” se decompõe entre três e seis meses.
O projeto surgiu como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de meio ambiente na Escola Técnica Estadual (Etec) Conselheiro Antônio Prado. De acordo com a professora Erica Gayego, que orientou o grupo, testes mostraram que os produtos naturais utilizados pelas alunas cumpriram a mesma função de absorção presente no absorvente convencional.
“A proposta era desenvolver algo em cima da resolução de um problema, e a ideia do absorvente partiu delas. Foi uma escolha interessante, uma vez que esse tipo de produto dificilmente a sociedade vai deixar de utilizar, apesar de algumas alternativas já existentes”, destaca Erica.
Segundo a estudante Alexa de Oliveira, no primeiro teste com gel à base de amido de milho a proteção do absorvente tinha ficado “muito fina”, e a solução foi adicionar a biomassa a partir da bucha vegetal – e o resultado agradou ao grupo.
Para aumentar a durabilidade e evitar odores, as estudantes também recorreram a componentes naturais, como o óleo de alecrim e ácido cítrico. De acordo com a professora, as substâncias possuem as mesmas ações bactericidas e fungicidas dos absorventes tradicionais.
Apesar de ter nascido em sala de aula, as alunas pretendem investir na ideia. O grupo formado por Alexa de Oliveira, Aline Enokawa, Clara Harumi e Flora de Andrade disse que busca a patente do projeto, e levantar recursos para desenvolver a parte estética e processos de produção que possam baratear o “BioAbs” – o custo inicial foi de R$ 15,60 cada.
“Fizemos uma escolha por produtos naturais que tivessem um custo barato. Ou seja, na produção em grandes quantidades, o custo do absorvente cai. Além disso, agora queremos melhorar o produto, e desenvolver a parte estética dele”, conta Alexa, de 17 anos.

Pesquisa

Para saber a possibilidade de aceitação do produto, o grupo fez uma pesquisa com outras estudantes da Etec em que estudam. Foram ouvidas 153 alunas que utilizam absorventes e, 83% delas disseram que usariam uma versão biodegradável do produto.
Ainda segundo as estudantes, outros 17% das entrevistadas responderam que talvez usassem, e nenhuma aluna disse que não usaria de forma alguma.
Foto: Erica Figueiredo

 

Fonte: G1


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