Farmácia com manipulação atendem pacientes de uso contínuo à base de cloroquina e hidroxicloroquina



 

A procura por cloroquina dispara e fez com que desaparecesse das prateleira das drogarias. As farmácias de manipulação é uma grande saída.

 

Desde o início da pandemia de Covid-19 que os medicamentos à base de cloroquina e hidroxicloroquina foram o centro de discussões polêmicas e políticas, principalmente no Brasil. Os pedidos para os fabricantes por medicamentos dispararam 86% em relação a fevereiro na última semana de março.

Sem os medicamentos com a substância, os pacientes que fazem uso continuo e convive com o crescimento de 42% em março e de 53% na última semana do mês sofrem com a falta deste ativo. A pandemia, junto do distanciamento social, fez com que houvesse uma corrida às drogarias para estoque de remédios.

“Eu tomo hidroxicloroquina há mais de 4 anos e pela primeira vez na vida não estou achando em lugar nenhum” foi o inicio da batalha de Mayara Scabar, que mora em Valinhos, interior do estado de São Paulo, e deparou com a falta do Reuquinol, medicamento utilizado pela paciente. “Depois de muitos contatos nos meus grupos de redes sociais que descobri que poderia ser manipulado também” e foi assim que buscou a alternativa para a sua necessidade do remédio. Mayara é portadora de doença auto-imune com presença de Anti-Ro, diagnosticada após apresentar lesões hipercrômicas em face, alternando com lesões sobrelevadas e algumas hiperemiadas, fazendo o uso da hidroxicloroquina 3 vezes por semana, continuamente.

 

O REMÉDIO TAMBÉM É MANIPULAR

As farmácias com manipulação recebem o pedido para o sulfato de hidroxicloroquina mediante a receita médica, conforme a nova resolução da Anvisa publicada no Diário Oficial da União (D.O.U) por meio da RDC 354/2020 em vigor desde 23/03/2020.

A entrega ou venda do medicamento nas farmácias e drogarias só poderá ser feita para pessoas com a receita especial, para que uma via fique retida na farmácia e outra com o paciente.

Para evitar que os tratamentos em curso sejam interrompidos, as pessoas poderão continuar comprando os medicamentos com receita comum. Em todos os casos, o farmacêutico está obrigado a registrar na receita a comprovação do atendimento.

Com o novo enquadramento, as farmácias e drogarias são obrigadas a registrar todas as entradas e saídas do medicamento e o seu estoque, além de registrar os dados dos consumidores.

PARA QUE É INDICADO A HIDROXICLOQUINA

A substância é indicada para o tratamento de:

 

A Hidroxicloroquina não é eficaz contra cepas de Plasmodium falciparum resistentes à cloroquina, e também não é ativa contra as formas exo-eritrocíticas. Consequentemente, Hidroxicloroquina não previne a infecção por esses plasmódios, nem as recaídas da doença.

Quais as contraindicações do Hidroxicloroquina?

Hidroxicloroquina é contraindicado em pacientes com maculopatias (retinopatias) pré-existentes e pacientes com hipersensibilidade conhecida aos derivados da 4-aminoquinolina.

Este medicamento é contraindicado para menores de 6 anos.

Doenças reumáticas

A ação do Hidroxicloroquina é cumulativa e exigirá várias semanas para exercer seus efeitos terapêuticos benéficos, enquanto que efeitos colaterais de baixa gravidade podem ocorrer relativamente cedo. Alguns meses de terapia podem ser necessários antes que os efeitos máximos possam ser obtidos. Caso uma melhora objetiva (redução do edema da articulação, aumento da mobilidade) não ocorra em 6 meses, Hidroxicloroquina deverá ser descontinuado.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Hidroxicloroquina?

Distúrbios hematológicos e do sistema linfático

Distúrbios do sistema imune

Distúrbios de metabolismo e nutrição

  • Comum: Anorexia.

A Hidroxicloroquina pode exacerbar o quadro de porfiria.

Distúrbios psiquiátricos

  • Comum: Labilidade emocional.

Distúrbios do sistema nervoso

Distúrbios oculares

  • Comum: Visão borrada devido a distúrbios de acomodação que é dose dependente e reversível.

Foram relatadas alterações na córnea incluindo opacificação e edema. Tais alterações podem ser assintomáticas, ou podem causar distúrbios tais como halos, visão borrada ou fotofobia. Estes sintomas podem ser transitórios ou são reversíveis com a suspensão do tratamento.

Distúrbios de audição e labirinto

Distúrbios cardíacos

  • Cardiomiopatia que pode resultar em insuficiência cardíaca e em alguns casos com desfecho fatal. Toxicidade crônica deve ser considerada quando ocorrerem distúrbios de condução (bloqueio de ramo/bloqueio átrio-ventricular) bem como hipertrofia biventricular. A suspensão do tratamento leva à recuperação.

Prolongamento do intervalo QT em pacientes com fatores de risco específicos, que podem causar arritmia (torsade de pointes, taquicardia ventricular).

Distúrbios gastrintestinais

  • Muito comum: Dor abdominal, náusea.
  • Comum: Diarreia, vômito.

Esses sintomas geralmente regridem imediatamente com redução da dose ou suspensão do tratamento.

Distúrbios hepatobiliares

Distúrbios de pele e tecido subcutâneo

  • Comum: Erupção cutânea, prurido.
  • Incomum: Alterações pigmentares na pele e nas membranas mucosas, descoloração do cabelo, alopecia. Estes sintomas geralmente regridem rapidamente com a suspensão do tratamento.
  • Desconhecida: Erupções bolhosas, incluindo eritema multiforme, síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica, rash medicamentoso com eosinofilia e sintomas sistêmicos (Síndrome DRESS), fotossensibilidade, dermatite esfoliativa, pustulose exantemática generalizada aguda (PEGA).

Deve ser diferenciada de psoríase, embora a Hidroxicloroquina possa precipitar crises de psoríase. Pode estar associada com febre e hiperleucocitose. A evolução do quadro é geralmente favorável após a suspensão do tratamento.

Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo

  • Incomum: Distúrbios motores sensoriais.
  • Desconhecida: Miopatia dos músculos esqueléticos ou neuromiopatia levando à fraqueza progressiva e atrofia do grupo de músculos proximais.

A miopatia pode ser reversível com a suspensão do tratamento, mas a recuperação pode durar alguns meses.

Estudos de diminuição dos reflexos tendinosos e anormalidade na condução nervosa.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA, disponível em http://portal.anvisa.gov.br/notivisa, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Hidroxicloroquina maior do que a recomendada?

Sinais e sintomas

Uma superdose com as 4-aminoquinolinas é particularmente perigosa em crianças uma vez que 1 a 2 g provaram ser fatais.

Veja mais em: https://consultaremedios.com.br/hidroxicloroquina/bula

 

 

 

Fonte: Comunicação Sincofarma/SP


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