Gustavo Alves orienta ao uso dos Analgésicos em Idosos



Na crônica desta semana, o especialista no atendimento farmacêutico em idosos, mostra as consequências dos medicamentos mais utilizados para dor. 

 

E certamente a Dor é um dos males que mais incomoda e traz consequências prejudiciais à qualidade de vida das pessoas em geral. Não importa a idade, sentir dor é sempre muito desagradável. Mas felizmente existem métodos capazes de atenuar ou até mesmo cessar este processo.

Os medicamentos analgésicos cumprem bem este papel, constituem-se em uma tecnologia que remonta do final do século XIX quando surgiu a Aspirina, o primeiro e um dos mais importantes analgésicos disponíveis.

De lá para cá outras substâncias surgiram, inclusive com aprimoramento tecnológico, como é o exemplo dos coxibes, medicamentos que, ao contrário dos outros analgésicos, não causam azia, gastrite ou até mesmo úlcera, eventos normalmente atribuídos ao uso frequente de medicamentos analgésicos.

 

Quais Consequências em Idosos

Os idosos são uma população especialmente afetada pela dor, e por esta razão são grandes usuários de analgésicos. A dor em idosos resulta principalmente da fraqueza óssea e muscular e pode promover limitação de movimentos e incapacitação.

A questão importante é que medicamentos analgésicos produzem alterações significativas em alguns sistemas fisiológicos podendo causar danos como agravamento de processos patológicos já existentes ou novos problemas.

Dentre as consequências negativas mais preocupantes quanto ao uso irracional de analgésicos em idosos destacamos os danos renais, cardiovasculares e hematológicos.

 

Em suma, usar analgésicos de forma frequente e exagerada, sem nenhum tipo de orientação médica ou farmacêutica pode implicar em insuficiência renal, hipertensão arterial, problemas cardíacos, além de alguns tipos de anemia ou danos na medula. Esses problemas podem atingir pessoas de qualquer idade, mas nos idosos tendem a ser mais graves e causar internação hospitalar ou consequências ainda piores.

 

O Uso Racional de Medicamentos analgésicos deve ser uma política pública, prevista desde a formação dos profissionais de saúde, principalmente médicos e farmacêuticos.

Utilizar analgésicos no tratamento da dor sempre será um recurso importante, desde que apurada sua necessidade e observadas as condições de cada paciente.

Não deve existir o uso preventivo, como muitos idosos fazem, tornando comum o ato de tomar alguns comprimidos todos os dias entendo que isso cause bem-estar ou relaxamento.

Somente o médico e o farmacêutico podem orientar sobre o uso correto de analgésicos.

 

 

 

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Gustavo Alves Andrade dos Santos

Farmacêutico, Doutor em Biotecnologia
Coordenador do grupo de Cuidado farmacêutico ao Idoso do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo.
Twitter: @gustavofarmacia
Instagram: @gusfarma
Email: gusfarma@hotmail.com

 

Fonte: Comunicação Sincofarma


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