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SP corre risco de não ter campanha de vacinação contra raiva em animais



Ministério confirmou atraso no envio das doses; município providencia compra emergencial.

 

Um atraso no envio de doses da vacina antirrábica pelo Ministério da Saúde pode fazer a cidade de São Paulo ter de suspender a campanha de vacinação em cães e gatos deste ano. A vacinação dos animais ocorre todos os anos gratuitamente.

De acordo com o Sindicato dos Servidores Municipais (Sindsep), a Prefeitura enviou um comunicado interno informando que a campanha antirrábica não seria realizada no município neste ano.

Em nota, a Prefeitura informou que a Secretaria Municipal da Saúde foi comunicada no dia 28 de junho de que as vacinas para a campanha de vacinação de cães e gatos do mês de agosto não serão fornecidas pelo Ministério da Saúde.

Segundo a pasta municipal, há estoque para a vacinação de rotina dos animais nos 12 postos que funcionam na cidade e, desde a data do comunicado do Ministério, a Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa), está providenciando a compra emergencial de doses da vacina antirrábica.

A vacinação contra raiva é obrigatória por lei em cães e gatos com mais de três meses. Em 2018, a campanha foi realizada entre 20 de agosto e 2 de setembro.

Segundo Leonardo Burlini Soares, médico veterinário, porta-voz do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo, um ano sem campanha de vacinação pode comprometer a estratégia de atuação e controle da raiva.

“A vacina é a forma mais eficaz para tentar manter a raiva controlada. É uma estratégia de saúde pública essencial para o controle da doença”, disse.

Problema técnico na produção

Por meio de nota, o Ministério da Saúde explicou que, para a campanha anual de vacinação, a entrega das doses ao Ministério da Saúde está atrasada por causa de “problemas técnicos identificados na produção da vacina”.

“A pasta está empenhada em solucionar este atraso junto ao laboratório fornecedor da vacina, e ressalta que as doses serão enviadas aos Estados assim que a produção for normalizada”, informou o Ministério.

Segundo a pasta, são adquiridas doses da vacina antirrábica em quantidade suficiente para atender à demanda mensal dos Estados para a “vacinação de bloqueio de foco”, que ocorre quando um animal é diagnosticado com o vírus. Em 2019, segundo o Ministério, foram enviadas 6,5 milhões de doses para todo o País – 1,5 milhão para São Paulo.

O Ministério vai remanejar as doses destinadas à rotina de vacinação para a realização da campanha em municípios prioritários. São consideradas prioritárias as regiões que tiveram casos confirmados de raiva em cães e os municípios que fazem fronteira com a Bolívia.

Doença é grave e requer atendimento imediato

De janeiro a junho deste ano, foram registradas 92 mortes de animais por raiva no Estado de São Paulo. A doença causa preocupação porque é muito grave e pode ser transmitida para o homem, mas não houve registro em humanos. Causada por um vírus, a raiva não tem cura, tem letalidade de praticamente 100%, mas pode ser prevenida pela vacinação.

A raiva é transmitida ao seres humanos pela saliva de animais infectados, principalmente por meio de mordida, podendo ser transmitida também por arranhões e lambidas.

Pessoas que se envolvam em situações com algum animal potencialmente transmissor da doença devem procurar assistência médica. “A pessoa deve se dirigir imediatamente a uma unidade de atendimento de saúde para ter orientação quanto as medidas adotadas”, diz Leonardo Burlini Soares, médico veterinário, porta-voz do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo.

 

Fonte: Terra


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