Os 7 erros fatais para o e-commerce de farmácias



O volume de produtos comercializados pelas farmácias via e-commerce aumentou 234% no segundo trimestre em relação aos três primeiros meses do ano, de acordo com a IQVIA. A pandemia da Covid-19 vem forçando o varejo farmacêutico a acelerar seus projetos de transformação digital. Mas o setor está se preparando?

O consultor Marcelo Pires, sócio-diretor da Neotix Transformação Digital, elencou sete erros comuns e fatais na tentativa de fidelizar os consumidores online.

1. Contratar plataformas prontas
Recorrer a plataformas prontas de empresas especializadas pode parecer econômico e prático à primeira vista. Mas o tamanho padronizado das letras compromete a acessibilidade dos idosos, um dos públicos que mais passaram a utilizar o comércio virtual e mais isolados por pertencerem ao grupo de risco da Covid-19. O preenchimento do cadastro, com exigência de muitas informações, também se torna uma tarefa complexa nesses canais.

2. Falta de cuidado com a seleção de imagens
O chamado disclaimer com a foto da caixinha ilustra muito bem aquele medicamento. Mas atenção a um erro recorrente. quando finaliza o pedido, o consumidor que buscava a versão em comprimidos descobre que adquiriu o produto em gotas, pois a embalagem não corresponde à versão certa.

3. Ferramenta sem geolocalização
Depois de preencher todos os seus dados no cadastro, inclusive o endereço, o site solicita o CEP na finalização da compra. Somente aí, o cliente é informado que a entrega não é feita na região ou o medicamento não está disponível na farmácia do seu bairro. Há maneiras de programar a plataforma e avisar o consumidor de que sua localização não faz parte da área de entrega, sem que ele tenha que passar por todo esse desgaste.

4. Venda de produto em falta no estoque
Esse erro deve ser o mais frustrante para os consumidores. Imagine comprar um produto pela internet e ele não chegar à sua casa. E quando você decide abrir um chamado no SAC, recebe como resposta que o que você comprou está em falta no estoque. O conflito é enorme.

5. E-commerce sem cross-border
Essa ferramenta é a que possibilita, por exemplo, que o portal de compras esteja disponível para leitura tanto no Google Chrome como no Internet Explorer. Isso ajuda a democratizar a plataforma e a atrair públicos que, até então, eram mais avessos ao uso da web.

6. Falta de clareza nas informações
O que dizer de uma loja virtual que só revela o prazo estendido para entrega dos produtos no fechamento do carrinho? Todo mundo sabe que a pandemia vem atrasando diversas entregas, mas é preciso deixar isso claro desde o início.

7. Logística desintegrada
Sua farmácia recebe o pedido, mas a empresa parceira responsável pela distribuição das vendas atrasou a entrega. Afine essa operação para não frustrar o cliente. Uma dica para as farmácias que estão iniciando nesse processo é limitar o raio de atuação, desde que essa informação fique transparente desde o início do processo de compra.

 

Fonte: Panorama Farmacêutico


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