Resistência aos antibióticos está ligada à poluição, afirma novo estudo



De modo geral, a resistência aos antibióticos sempre esteve associada ao consumo excessivo dessas substâncias, contudo, um novo estudo, realizado por cientistas da Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos, identificou uma forte relação dessa situação com a poluição.

 

Segundo a análise, publicada recentemente na revista Microbial Biotechnology, solos com metais pesados tinham um nível superior de hospedeiros bacterianos específicos que eram acompanhados por genes que resistem aos antibióticos.

Os cientistas identificaram bactérias com genes resistentes a antibióticos como vancomicina, bacitracina e polimixina, que são substâncias utilizadas para tratar infecções em seres humanos.

Dessa maneira, a pesquisa sugere que atividades relacionadas à agricultura ou queima de combustíveis, por exemplo, podem desempenhar uma função primordial na contaminação dos solos, resultando em um aumento de bactérias resistentes a essas classes de medicamentos.

“Precisamos entender melhor como as bactérias estão evoluindo ao longo do tempo”, destacou o autor do estudo e biólogo do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, Jesse C. Thomas, na publicação. Isso pode impactar nossa água potável e nossa alimentação e, eventualmente, nossa saúde”, completou.

 

Estudos recentes

Vale ressaltar que essa não é a única pesquisa sobre o tema. Em 2019, um levantamento divulgado pelas Organizações Unidas (ONU) fez um alerta para o fato de que antibióticos podem estar se espalhando no meio ambiente. Um estudo global descobriu que concentrações desses medicamentos em rios por todo o mundo, por exemplo, excedem os níveis considerados seguros em até 300 vezes.

Alerta OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a resistência aos antibióticos, atualmente, como uma das maiores ameaças à saúde da humanidade. A entidade ainda ressalta os riscos dessa situação para a segurança alimentar e ao desenvolvimento global, pois, a partir desse cenário, infecções como pneumonia, tuberculose, gonorreia e salmonelose estão se tornando mais complicadas de tratar, pois, à medida que os fármacos ​​se tornam menos eficazes, as bactérias ficam mais resistentes.

Além disso, é importante considerar os impactos que a ineficácia dos antibióticos pode causar na economia e na saúde pública, pois, a resistência a esses medicamentos resulta em internações hospitalares mais longas, custos médicos mais elevados e aumento da taxa de mortalidade.

Fonte: ICTQ


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