Teuto lança medicamento similar equivalente para tratamento do glaucoma



O Laboratório Teuto anuncia o retorno ao mercado de um medicamento similar equivalente (EQ) utilizado no tratamento da redução da pressão ocular e do glaucoma.

 

Em comunicado à imprensa, em maio deste ano, a companhia farmacêutica trouxe essa novidade, reforçando que o Tenoftal (maleato de timolol) deve ser utilizado sob orientação médica.

Seguindo rigorosamente a administração indicada, o Teuto destaca que o medicamento pode manter o glaucoma controlado e evitar danos permanentes à visão dos pacientes, pois a doença é crônica, sem cura e pode levar à cegueira se não for tratada de forma adequada.

Contudo, o farmacêutico e supervisor de mercado do Teuto, Thiago Lobo Matos, pontua que existem algumas contraindicações para o uso do fármaco. “O maleato de timolol 0,5% possui algumas restrições para seu uso, como em portadores graves de doenças respiratórias, pulmonares ou cardíacas. Somente o médico saberá orientar sobre a possibilidade de uso do Tenoftal”, explica ele, em informação enviada à equipe de jornalismo do Portal do ICTQ – Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico.

Matos ressalta ainda que essa medicação tem em sua composição conservante, fato que deve ser considerado no caso de pacientes que fazem uso de lente de contato. “O Tenoftal contém cloreto de benzalcônio, se permitido, remova as lentes antes da aplicação e aguarde 15 minutos após a aplicação para recolocá-las”, informa ele.

Alta demanda

Segundo Matos, há uma alta demanda pelo medicamento: “O mercado total de maleato de timolol vende aproximadamente 549 mil unidades por mês, resultando em um faturamento de mais de R$ 54,5 milhões”, reforça ele, destacando que esses dados são referentes ao período entre março de 2020 e fevereiro de 2021.

 

Genéricos e similares

Vale reforçar que os medicamentos genéricos e similares trazem benefícios também em outros aspectos, pois costumam ter preços mais em conta para os pacientes, mantendo a qualidade das marcas de referência.

Nesse sentido, o farmacêutico e professor da pós-graduação em Farmácia Clínica e Prescrição Farmacêutica no ICTQ, Rafael Poloni, explica como os farmacêuticos podem trabalhar com essas vantagens.

“O farmacêutico pode utilizar vários aspectos para contribuir com a saúde do paciente. Atualmente, nós temos uma variedade muito grande de marcas de medicamentos, de genéricos e similares, que geralmente são mais baratos que os de referência. Então, cada farmacêutico, dentro das medidas legais, pode fazer essa substituição, obedecendo a legislação vigente”, sugere o professor.

 

Fonte: ICTQ


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